Cantinho das Letras

Em 18 de Julho de 2011.
Rio do Peixe 2009 © Margareth Fortes Fonseca
Oh, Rio...
Rio do Peixe
De águas doces e límpidas
Do Povoado das Dores
Do Rio do Peixe.
Dele, se extraia ouro,
Vinham de todos os lugares
De perto... De longe...
Os garimpeiros.
E aí, o povoado surgiu,
O ouro trouxe
As primeiras fortunas.
Mas perdurou por pouco tempo
E as águas do rio permaneceram...
Com o passar dos anos
O povoado cresceu
Às margens desse rio...
Rio do Peixe
Que de Povoado passa a Freguesia,
De Freguesia a Cidade,
Cidade de Lima Duarte,
De povo hospitaleiro,
Generoso e paisagem exuberante.
Hoje, não mais tão pacata.
Com o crescimento
Veio o progresso e com ele
O descaso de alguns.
Apareceu a poluição.
Não sei se por falta de informação
Ou mesmo educação
E o rio se falasse
Pediria socorro:
Não jogue nessas águas
Que brota a vida,
Mata a sede do Homem,
Do pássaro e de todo ser vivente,
Nada que contamine
Pois, suas águas geram vida...
É vida!
E a vida é dom de Deus
E deve ser respeitada.
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Em 18 de Julho de 2011.   
Das cores 2010 © Marco Antonio Silva
Verde,
Maculado pela estrada,
Amarelo ferrugem,
Parto de poeira,
Que vai,
Trepando morros,
Talhando cafezais,
Peitando córregos.
Que rolam,
Lajedo abaixo,
Chiando...
Verde escuro dos cafezais,
Manchado,
Do Branco das flores,
Depois frutos,
Que amarelam e ruborizam,
Dedos na apanha,
Derrubando...
Verde claro dos pastos,
Dos muitos angicos,
Das copas dos palmitos,
Elegantes,
Fincados nas perambeiras,
Rodeados de árvores tortas,
Enlaçadas de cipós.
Orquídeas e bromélias,
Pendoando...
Verde pálido das capoeiras,
Manchados,
Do cinza das embaúbas,
E do prata das canelas,
As plantas de eucalipto,
Ousadas,
Rodeando...
Branco velho das casas
De paredes caiadas.
O tempo,
De cinza,
Pintando...
Branco cinza dos garrotes,
No verde pasto em bando.
Nelores meninos,
Nos trilhos dos pastos,
Saltando...
Branco líquen dos mourões,
Nos caminhos em alinho.
De velhos, barbada,
Na face,
Brotando...
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